Curiosidades · Histórias

Tremores de Terra na região de Lisboa em 1848 🖋️🌐📣

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Nesta notícia de 1848, é possível verificar que naquela altura a região de Lisboa estava a sofrer vários tremores de terra, preocupando assim esta população.  Nesta notícia também é referido o histórico de tremores de terra em Portugal (1309 a 1847) e a protecção que a população fez nas casas depois do grande tremor de terra de 1755.

Neste artigo existe uma referencia a Torres Vedras, de uma possível erupção de um vulcão junto ao «convento das freiras desta vila»(?).

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«Os tremores de terra em Lisboa quase não tem descontinuado (…) Esta repetição produziu a maior sensação em toda a capital. Não se falou mais senão neste deplorável acontecimento; e começarão a procurarem-se os pormenores do terremoto de 1755 para encontrar analogia com as atuais oscilações. Reconheceu-se que nos primeiros dias de Novembro a atmosfera esteve quase sempre assim, como agora, limpa de nuvens e pura como na Primavera; que nesse ano, assim como neste, houve muita falta de chuva (…).

Os tremores de terra que este país foi vítima

Em 22 de Fevereiro de 1309, pouco antes de amanhecer, houve um tremor de terra espantoso, não só em Portugal, mas em toda a Europa.

Em 9 de Dezembro de 1321 houve outro por 3 vezes, com grande fúria e destruição de muitas habitações.

Em 24 de Agosto de 1356 tremeu a terra em grande parte de Portugal, num espaço de 15 minutos, chegaram a tocar sinos pelo impulso do choque, caíram muitos edifícios, abriu de alto abaixo a capela-mor da Sé de Lisboa (…)

Em 7 de Janeiro de 1531, começaram a sentir repetidos tremores que obrigaram os moradores das cidades e vilas do reino a sair de suas casas e a viverem nos campos a céu aberto. A 26 desse mês houve um terramoto em Lisboa que derrubou 1,500 casas, com estragos em 60 léguas de circunferência.

Em 28 de Janeiro de 1551, (…) que destrui-o 200 casas e fez desaparecer 2,000 pessoas.

Em 7 de Julho de 1575, pelo meio da tarde, tremeu a terra em Lisboa (…)

Em 21 de Julho de 1597, subverteu-se parte do morro onde está hoje a igreja de Santa Catarina, levando três formosas ruas com 110 moradas de casas.

Em 28 de Julho de 1598, (…) abalou casas.

Em 26 de Outubro de 1669 sentiram-se neste reio tremores que duraram (esse mês) e todo o de Novembro.

Em 26 de Maio de 1719, quinze minutos antes de nascer o sol, houve em Vila Nova de Portimão um formidável terramoto.

A 27 de Dezembro de 1722 houve outro em todo o Algarve.

Em 12 de Outubro de 1724, (…) um forte tremor de terra.

Em 1 de Novembro de 1755, pelas 9 horas e 40 minutos da manhã, houve o grande terramoto que durou perto de 5 minutos. Em seguida o Tejo saio do leito e invadiu a cidade baixa, e pouco depois de retirar-se manifestou-se um grande incêndio. Desapareceram nesta catástrofe perto de 25.000 pessoas, sendo então a população da capital de 250.000 habitantes pouco mais pouco menos. Perto de 4,500 edifícios vieram a terra ou ficaram inabitáveis. E incalculável a perda que se sofreu com este terramoto.

Em 30 de Abril de 1761, em 10 e 17 de Janeiro de 1796, houve dois grandes tremores (…)

Em 6 de Junho de 1807 sentiu-se nesta capital, pelas 8 horas da manhã, um violento tremor de terra que causou bastante consternação. O povo rude não deixou de atribuir o fenómeno a entrada dos Franceses em Portugal.

Em 14 de Julho de 1824, pela volta das 4 horas da tarde, reinando calor excessivo, sentiu-se um tremor de terra em toda a cidade (…).

Em 1847 é que experimentamos abalos que tem alguma comparação com as terríveis comoções acima referidas. (…)

Cumpre todavia notar que um grande tremor de terra como o de 1755 não produziria, talvez em 1847 os estragos do anterior, porque as casas são hoje construídas diversamente. Outrora começava-se a casa pelas paredes de pedra e cal, e assentava-se sobrado do primeiro andar e o dos seguintes a medida que se elevava a parede. Agora levanta-se um engaiolado de madeira desde o alicerce até ao telhado, assenta-se este sobre a madeira, e passa-se depois a cobrir de argamassa a ossada de madeira, que está travada entre si de modo tal (na altura, nas asnas do telhado e nas vigas do sobrado), que pode jogar horizontal e verticalmente por algum tempo antes de ceder. Mesmo no caso de cair a argamassa ou as paredes do edifício, é possível que o engaiolado de madeira fique em pé, ou que não se derrube senão a força de choques repetidos e encontrados.

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Se todos os edifícios fossem como o segundo quarteirão da rua do Ouro, edificado para modelo por ordem do Marques de Pombal, e que consta só de dois andares, muito menor seria qualquer apreensão. A altura das casas é o raio círculos que elas descreveram na sua oscilação, por consequente, nas de três, quarto, seis e sete andares, tanto maior será o estrago (…) Mas o espírito de especulação e o decurso do tempo não tardaram em modificar o pensamento do ministro, que assegurava aos habitantes desta capital «que se livrassem do fogo, porque ele os livraria de morrer com terramotos pelo seu sistema de construção.»

Notícia do «Jornal do Commercio (RJ)» de 1848

Um documentário sobre o grande sismo de 1 de Novembro de 1755

 

Se quiser poderá ver mais curiosidades em Torres Vedras Antiga

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